A iluminação correta na rotina de uma enfermaria

Cuidar da saúde e do bem-estar garantindo um rápido restabelecimento dos pacientes é palavra de ordem em hospitais mundo afora. Mas um fator importante para garantir que a estadia transcorra ainda mais confortável a maioria das vezes passa despercebido: a iluminação ambiente.

Mais significativa do que se imagina, ela é responsável por garantir uma melhor operabilidade de equipes médicas e de enfermaria, bem como transmitir o acolhimento necessário aos pacientes, principalmente os em condições de internação prolongadas e reduzido nível de mobilidade, que devem ter a intensidade, direção e brilho dos feixes de luz perfeitamente ajustados. Hipoteticamente falando, imaginem uma ambientação de um lounge intimista sendo empregada numa sala de espera de um pronto-socorro. Sem dúvida o desconforto seria grande.

Outro ponto a se considerar é o gasto gerado. Funcionando ininterruptamente e durante todo o ano, hospitais precisam do melhor custo-benefício nesta área e muitos deles, principalmente na Europa e América do Norte, contam com projetos arrojados que englobam todos os aspectos necessários para isso.

Mas, como aliar uma iluminação satisfatória em desempenho, adequada e emocionalmente compatível com o clima pesado que é estar em uma instituição médica? Como transmitir por meio de uma coisa aparentemente simples uma experiência que seja aprazível aos mais variados públicos? A resposta é simples: critério e profissionalismo.

Foi-se o tempo em que subia-se numa escada e instalavam-se lâmpadas. Com a expertise e consultoria dedicadas ao segmento, chega-se a otimização de todos os aspectos citados até agora. Numa enfermaria compartilhada, por exemplo, é essencial ter produtos com capacidade de 300 lux direcionados para as camas e maior que 100 entre elas, além dos pontos suplementares. Mas não para por aí. É importante analisar a geometria do local, se as lâmpadas serão de parede ou teto, se existirão luzes em lados opostos.

Indo além, é preciso saber a razão entre a altura correta de instalação e o piso – que em nosso exemplo seria de 1,80m -, a intensidade com as cortinas de separação de leitos fechadas – que não pode cair mais de 25% em comparação quando estão abertas -, até os padrões de CRI – que em todas as áreas não pode ser inferior a 80 – e o CCT, necessariamente de 4.000k. A especificação é mais detalhada ainda quando falamos de locais de exames ou tratamentos diferenciados.

Como pudemos notar, seja por meio de painéis microprismáticos, LEDs, refletores e um sem fim de outros meios de emissão, a iluminação de um hospital é uma verdadeira ciência que não admite erros e pode significar a diferença entre uma passagem, permanência e retorno para o lar.

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