Matérias-primas das mais diferentes fontes e atribuídas a um sem fim de destinos estão cada vez mais escassas. Ano após ano cresce a necessidade de sermos sustentáveis, mas parece inerente a sociedade moderna que as coisas se esgotam, os recursos acabam. Qual seria solução? Paliativamente buscar alternativas enquanto assistimos esse já fino feixe de luz se apagar?

A resposta está mais ao nosso alcance que imaginamos, algo que poderíamos definir como uma eco inovação capaz de criar soluções em iluminação energeticamente mais eficientes e com longa durabilidade, num produto saudável e que consumindo menos geraria um impacto ambiental menor, graças aos materiais utilizados.

Um dos maiores exemplos neste sentido são as Bite-Me, luminárias de mesa feitas a partir de plástico biodegradável com lâmpadas de LED. Quase um gadget, junta-se a ela o representante do cycLED project (EU FP7), disponível também para paredes e que tem sua estrutura confeccionada em alumínio reciclado com um difusor rPET – feito, obviamente, de garrafas PET -, utilizando LED de baixa energia. Idealizados com base no uso conscientemente de materiais e combinação de componentes, o resultado mostrou-se materialmente capaz de desempenhar sua função e apresentar resultados.

E você acreditaria se falássemos que a partir de sobras de comida é possível criar LEDs? Foi o que descobriu um grupo de pesquisadores americanos a partir da aplicação da tecnologia quântica (quantum dot technology) que tornou possível converter resíduos alimentares em nanopartículas fluorescentes. Conhecidas como “pontos quânticos”, são ecologicamente corretas, feitas de carbono, possuem um menor nível de toxicidade, melhor biocompatibilidade, além de serem mais baratas. A estabilidade a longo prazo e o desempenho dos LEDs produzidos desta maneira ainda estão sendo pesquisados e o objetivo final é a produção em massa para aplicações diárias com a criação de materiais high-end para a iluminação.

Mas não pensem que será necessário pagar fortunas para tornar o futuro ainda mais sustentável. As inovações são para todos os bolsos e já existem exemplares low tech de alto valor social, como vasilhames PET descartados indiscriminadamente, que custam apenas uma boa ideia e força de vontade. É o que prega a ONG Litros de Luz: iluminar lugares onde eletricidade não está disponível e velas podem ser perigosas. A iniciativa produz o equivalente a uma lâmpada de 55 watts durante o dia, utilizando unicamente os raios de sol, garrafas e água com alvejante.

Seja em grandes empresas ou casebres insalubres do terceiro mundo, essa é a mensagem. É possível sim diversificar, buscar materiais alternativos quando o assunto é iluminação e transformar o lixo em algo útil, usando tecnologia para oferecer luz.

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