O que é Li-Fi e qual o seu potencial para o mercado

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A tecnologia Wi-Fi, ou Wireless Fidelity — que usa ondas de radiofrequência ou infravermelhos para a transmissão de dados — é muito comum hoje em dia, presente em celulares, notebooks e até aparelhos de televisão. Sem dúvida, não depender de fios foi um grande passo para uma sociedade que nunca desconecta. Entretanto, como a necessidade por maior velocidade só cresce, o mercado espera a evolução de capacidade e formato. Nesse sentido, entra em cena o Li-Fi (Light Fidelity), com o tráfego de informações por pontos de iluminação.

Apesar de não ser exatamente novo (as primeiras pesquisas datam de 2010), ainda muito se discute sobre o assunto. No final de 2019 convidamos o diretor técnico da ABILUX (Associação Brasileira de Iluminação) para falar sobre essa tecnologia. Apesar disso, aqui no Brasil os debates estão apenas no início, mas podemos observar avanços em países da Europa e nos Estados Unidos.

O certo é que o Li-Fi utiliza lâmpadas de LED para disponibilizar internet com velocidade 100 vezes superior a que utilizamos hoje. Pelo formato, os dados trafegam tão rápido quanto a própria luz. Assim, o que abre frentes incríveis integrando os setores de iluminação e comunicação.

O poder de fogo do Li-Fi

Para se ter uma ideia do poder de fogo do Li-Fi, o Instituto Hertz Fraunhofer, na Alemanha, registrou durante testes que a velocidade de transmissão chegou próximo a 3 gigabytes por segundo. Mas, se a rapidez parece um sonho, a tecnologia também traz uma desvantagem. Diferentemente do Wi-Fi, a luz não consegue ultrapassar barreiras como paredes, o que limitaria o acesso ao local onde a lâmpada está instalada.

Como é preciso ter um dispositivo com sensores especiais para a conexão, ainda vai demorar um tempinho para o Li-Fi ganhar escala, mas alguns testes de grandes empresas, principalmente no ano passado, indicam que isso pode estar cada vez mais perto de acontecer. A Signify, uma marca subisidiária da Philips, lançou lâmpadas que, na prática, funcionam como roteadores sem fio, só que usando luz. A velocidade de transmissão é de até 150 Mbps. Já em novembro de 2019, a companhia aérea Air France fez o primeiro voo usando a tecnologia Li-Fi, celebrado com a realização da final de um campeonato virtual de esportes.

Ainda há um certo caminho a percorrer, principalmente considerando os milhões de aparelhos que ainda utilizam Wi-Fi e que não poderiam ser simplesmente descartados. Daí a necessidade de peças e adaptadores, bem de como de soluções em iluminação. Justamente o que a Expolux propõe: uma conexão brilhante com o futuro.

Para entender como estes movimentos de mercado representam oportunidades de negócio para toda a cadeia do setor, fique ligado em nossos canais digitais e assine a nossa Newsletter.

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