Como energia ultravioleta (UV-C) funciona contra coronavírus e bactérias

Diante da pandemia, surgiram produtos que usam energia ultravioleta UV-C para desinfecção. Veja o que a Abilux diz sobre segurança esses recursos

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uma lixeira metálica com luz ultravioleta na borda, uma caixa metálica com máscaras dentro, e um instrumento de desinfecção manual que também utiliza energia ultravioleta uv-c

A pandemia de coronavírus trouxe uma série de desafios, ao mesmo tempo em que foram desenvolvidos vários recursos que contribuem no combate a vírus e bactérias. Em meio a essas tecnologias, uma que está se popularizando é a energia ultravioleta UV-C.

Porém, a Abilux (Associação Brasileira da Indústria de Iluminação), alinhada à Global Lighting Association (GLA), chama a atenção para os riscos que o uso inadequado deste germicida pode trazer para a saúde.

Por isso, separamos para você mais informações sobre dispositivos UV-C. Além disso, vamos contar como eles podem ser usados para combater vírus e bactérias e os riscos para a saúde humana, de acordo com diretrizes da Abilux que estão neste documento.

O que é energia ultravioleta UV-C?

A Abilux explica que o UV-C faz parte do espectro ultravioleta e é definido, dentro da norma ISO ISO-21348, como tendo comprimentos de onda entre 100 – 280 nm. Dessa forma, comprimentos nessa onda são fortemente absorvidos pelo oxigênio atmosférico e, por isso, só podem ser usados de forma efetiva sob condições de vácuo.

Além disso, a associação afirma que “os dispositivos UV-C são considerados seguros se atenderem aos requisitos elétricos, térmicos, mecânicos, de exposição humana a campos eletromagnéticos e de segurança fotobiológica fornecidos nas normas IEC (Comissão Eletrotécnica Internacional) e UL (Underwriters Laboratories).

Em resumo, o UV-C é uma radiação ultravioleta que tem fortes propriedades contra vírus e bactérias ao destruir o material genético desses micro-organismos.

Como energia ultravioleta pode combater o coronavírus?

O UV-C tem sua função germicida “comprovada para inativar bactérias e vírus na água, no ar e em superfícies sólidas. Para propósitos eficazes de desinfecção, a energia UV-C dos dispositivos UV-C é muito maior que a luz solar normal”, diz a Abilux.

Estudo do Laboratório Nacional de Doenças Infecciosas Emergentes (NEIDL), da Universidade de Boston (EUA), e da empresa europeia de iluminação Signify, detentora da marca Philips, já havia mostrado a capacidade de a UV-C eliminar coronavírus. Testes constataram que uma dose de 5 megajoules por cm² desativou em 99% a amostra de vírus da Covid-19 em 6 segundos. Dessa forma, a luz consegue quebrar o DNA do microrganismo e torná-lo inofensivo para pessoas.

No Brasil, Já a startup BioLambda criou equipamentos que emitem radiação ultravioleta para descontaminação de máscaras, objetos, superfícies e ambientes. A UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), em parceria com outras instituições, desenvolveu o Rodo UV-C, que usa radiação ultravioleta para eliminar bactérias e vírus em hospitais.

Veja no vídeo abaixo mais informações e, em seguida, os riscos do UV-C:

Por que usar UV-C com segurança?

A Abilux afirma que “o UV-C germicida é mais um instrumento a conter vírus”. Porém, “se não for usado adequadamente, pode representar riscos para a saúde humana”. Além disso, a associação se diz preocupada com a proliferação de dispositivos UV-C, principalmente aqueles que são vendidos na internet, e diz que “há uma necessidade urgente de padrões técnicos abrangentes de segurança para dispositivos UV-C”.

Afinal, a associação aponta que “essas altas energias UV-C podem ser um risco para seres humanos e materiais expostos, se medidas de segurança adequadas não forem observadas”. Os riscos de irradiância UV-C “podem danificar o olho humano e causar uma reação grave do tipo queimadura solar à pele humana”, afirma a Abilux.

Além disso, o UV-C pode danificar materiais e “também pode produzir ozônio, uma toxina humana conhecida. O ozônio pode ser produzido no ar devido à exposição à radiação óptica em comprimentos de onda abaixo de 240 nm”, complementa documento da associação.

Dessa forma, a energia ultravioleta é mais um recurso para combater o coronavírus, mas é muito importante observar os riscos dessa tecnologia. Saiba mais detalhes no documento preparado pela Abilux sobre o assunto.

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